Ficha: Invictus

Por Felipe Sclengmann


..::SINOPSE::..
Invictus acompanha o período em que Nelson Mandela (Morgan Freeman) sai da prisão em 1990, torna-se presidente em 1994 e os anos subsequentes. Na tentativa de diminuir a segregação racial na África do Sul, o rugby é utilizado para tentar amenizar o fosso entre negros e brancos, fomentado por quase 40 anos. O jogador Francois Pienaar (Matt Damon) é o capitão do time e será o principal parceiro de Mandela na empreitada.

..::FICHA TÉCNICA::..
Diretor: Clint Eastwood
Elenco: Morgan Freeman, Matt Damon, Scott Eastwood, Langley Kirkwood, Robert Hobbs, Tony Kgoroge, Jason Tshabalala, Bonnie Henna, Grant Roberts, Patrick Holland, Patrick Mofokeng, Moonsamy
Produção: Clint Eastwood, Robert Lorenz, Lori McCreary, Mace Neufeld
Roteiro: Anthony Peckham
Fotografia: Tom Stern
Trilha Sonora: Kyle Eastwood , Michael Stevens
Duração: 133 min.
Ano: 2009
País: Estados Unidos
Gênero: Drama
Cor: Colorido
Distribuidora: Warner Bros.
Estúdio: Warner Bros.

..::GALERIA DE FOTOS::..


..::TRAILER::..


..::RESENHA::.. por Roger Batista
A “quase biografia” de Nelson Mandela (Morgan Freeman) dirigida por Clint Eastwood estréia nessa sexta-feira prometendo gratas surpresas a quem for assistir.

Quase biografia porque não se trata especificamente da vida de Mandela, mas faz um resumo sutil desta para abordar o ponto principal escolhido pelo diretor: O poder que um esporte tem de unificar uma nação destroçada.

O filme se passa no primeiro ano de mandado do então presidente da África do Sul, Nelson Mandela. Ano em que o país sedia a copa do mundo de rugby e paralelamente se recupera do fim do aparthaid imposto à maioria negra, da fome, falta de moradia, saneamento básico, saúde e educação precárias. Em meio à essas condições existe uma chance da nação africana ser vista com novos olhos no exterior.

“Madiba”, como Mandela era chamado por alguns, decide então agir no cerne da questão: investir no time de rugby para que se torne símbolo da nação e não mais da segregação racial.

Morgan, sempre surpreendente, está ótimo como Mandela e dá um verdadeiro show de atuação. Mat Damon que interpreta o técnico do time de Rugby, bom, quase irreconhecível. A trilha está fantástica, e está nos momentos certos, como deve ser.

A grande sacada do diretor é conseguir fazer do cinema o que ele deve ser: a arte da ilusão. Clint nos brinda com um roteiro claro e nos leva para lugares em nossas mentes para depois nos dizer que não era nada daquilo que tínhamos pensado. Os acontecimentos são mostrados de maneira simples e clara, daqueles roteiros que só o cinema Ianque pode fazer.

Depois de “A Troca” e “Gran Torino”, além dos anteriores, Eastwood angaria uma nova legião de fãs. Alguém mais está sentindo cheiro de indicações ao Oscar?


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